Arquitetura no Brasil

DESPERTAR O RESPEITO E CUIDADO TEÓRICO E PRODUTIVO PARA A ARQUITETURA E URBANISMO BRASILEIRO.

PÓS MODERNA maio 31, 2010

ARQUITETURA PÓS MODERNA (a partir do século XX)

A arquitetura pós-moderna é um termo genérico para designar uma série de novas propostas arquitetônicas cujo objetivo foi o de estabelecer a crítica à arquitetura moderna, à partir dos anos 60 até o início dos anos 90 . Seu auge é associado à década de 80 em figuras como Robert Venturi, Philip Johnson e Michael Graves nos Estados Unidos, Aldo Rossi na Itália, e na Inglaterra James Stirling e Michael Wilford, entre outros.

O uso irônico exagerado de referências históricas, a repetição sem critério do uso do frontão como elemento de coroação do prédio, ou a explosão de cores (estas características podem ser observadas na Piazza d’Italia de Charles Moore), são alguns desses elementos. Estes foram compreendidos como um estilo a ser repetido e não como crítica à austeridade sisuda do chamado modernismo.

A arquitetura Pós-Moderna possui três vertentes: a Historicista, a Regionalista e a High-Tech. As duas primeiras se preocupam mais com os valores locais do que a última, a qual orienta-se pelo uso de materiais de alta tecnologia. Mas o importante a ressaltar a valorização da população usuária na elaboração dos projetos que passa a ser protagonista na concepção e execução das obras arquitetônicas. Dessa forma, o arquiteto deixa de ser impositor de seu trabalho para se tornar compartilhador de sua obra com o cliente. Surgindo dessa troca de informações e opiniões uma arquitetura mais humana e de elevada diversidade cultural.

No Rio de Janeiro seu exemplo mais conhecido talvez seja o edifício Rio Branco, projeto de Edison Musa, que repete o uso do frontão – que se tornou uma marca de Philip Johnson – e subdivide o edifício em basecorpo ecoroamento. Igualmente, o arquiteto mineiro Éolo Maia adota como estilo alguns elementos da arquitetura do americano Michael Graves entre outros (Maia utilizou um largo repertório de referências em sua arquitetura).

Ainda que criticada pela fragilidade de sua base teórica, a adoção do “pós-modernismo” como estilo teve o importante papel de atenuar a hegemonia da arquitetura moderna no Brasil, apontando a possibilidade de novos rumos. Desta forma, perde força e argumentação sendo sua idéia em geral vinculada apenas a imagens historicistas, onde predominam desenhos que aludem aos edifícios clássicos, o colorido e certa intenção de deboche. No entanto, para o autor o movimento tem outras frentes, essas muito bem embasadas e carentes de atenção como, por exemplo, a arquitetura ambiental preocupada com sustentabilidade e preservação de recursos naturais ou o descontrutivismo, tido como uma arquitetura anti-social num intuito de questionar o ambiente construído.

EDIFÍCIO LE CORBUSIER Belo Horizonte Fonte: http://www.arqbh.com.br/

Referências:

http://vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/02.020/3207

http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/03.034/317

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